Canadá 18: Acordando com o “pé esquerdo” e patinação no gelo

Sabe aquele dia em que tudo parece dar errado?

Pois é, aconteceu comigo há dois dias. Parecia um dia regular, depois do trampo, estava me preparando para abrir a conta num banco, para depois fazer patinação no gelo e para terminar a noite, ir para a despedida de duas amigas num bar na Rua St-Catherine

Às vezes quando você acorda num dia desses você sente que tem algo estranho. E parece que alguma entidade te manda sinais para que você fique em casa. Depois do trampo fui para o banco do outro lado da rua. Demorei 1:30 para abrir a conta, estava morrendo de fome e meio atrasado para ir patinar.

Saí do banco voando e fui comer no Mc em 15 minutos. O horário de encontro marcado era as 18:00, cheguei no lugar as 18:05 e todo mundo tinha ido. Peguei meu laptop e fui para um café pois o endereço estava no Facebook e só tinha o número de um amigo, que não foi. Liguei para ele e pedi o telefone de uma de nossas amigas. Ele me passou, mas o celular dela não estava mais funcionando. Entrei num café, não tinha dinheiro algum, só cartão. Paguei um café com todas as moedas que tinha e faltou 0,5 centavos de dólar. A garçonete foi bem compreensível e até me ajudou a encontrar o endereço de lugar.

Peguei o ônibus e o motorista me fez descer na estação errada. Andei mais de 50 minutos na neve para chegar ao lugar.

Vídeos da pista:

A parte mais legal é sair deslizando pelo gelo. Depois que caí pela primeira vez acidentalmente percebi que você sai deslizando por um bom tempo. Esse vídeo me mostra caindo propositalmente só para deslizar.

Valeu muito a pena. Tentei fazer manobras que fazia quando andava de patins na adolescência. Só podia dar em merda, bati o ombro esquerdo e achei que o tinha quebrado, mas não foi nada grave.

Obs: patinar no gelo é 100 x mais difícil que usar patins normal.

Seguindo o plano, fui para casa tomar um banho, comer e ir para o bar. No caminho, peguei o metrô e desci na estação errada. Esperei o próximo e desci na estação indicada pelas minhas amigas, ao sair e andar por uns 15 minutos, percebi que havia uma estação mais próxima.

Até aí, parecia apenas uma sequência básica de erros que normalmente acontecem. Entrei no bar, cumprimentei a todos e perguntei se aceitavam Visa no recinto, a resposta foi categoricamente negativa. Muitos bares aqui só aceitam dinheiro e por esse motivo há um caixa automático pra vc retirar dinheiro de qualquer lugar.

Coloquei o cartão uma vez… erro na leitura. Coloquei de novo… e senti um empurrão no meu ombro direito. Um garçon queria passar, mas em vez de pedir licença, me deu um empurrão. Minha reação natural foi virar e falar pra ele ser mais educado da próxima vez. Ele virou e falou olhando feio: “C tá atrapalhando a passagem”. Ao virar, esbarrou e derrubou 2 drinks. começou a dar “pítí”… tentou me puxar pra pagar, eu me mantive no lugar para tentar retirar o dinheiro. Ele chamou o segurança e começou a me empurrar para a porta dizendo para o segurança me tirar do lugar.

Obviamente, comecei a conversar com o segurança e falei que tinha que pegar meu agasalho de inverno (fazia – 10 graus). O cara falou, ou você paga os drinks ou você vai embora. Em outra situação não teria pensado 2x… no entanto, o importante não era eu, o garçon, os drinks ou o dinheiro, mas meus amigos e a despedida. Arrumar confusão seria muito egoísmo. Falei calmamente para o segurança que poderia pagar os drinks se houvesse um caixa que funcionasse. Na verdade, o problema é o Visa Travel Money, só funciona em caixas automáticos de bancos, aqui a maioria é ATM.

O que aconteceu foi que saí com o segurança a procura de outro caixa, depois de 3 lugares diferentes, finalmente encontramos o caixa com a bandeira de um banco. Retirei o dinheiro. Retornando ao bar e conversando com o segurança, uma mulher asiática de uns 30 anos, visivelmente alterada e “suja”, começou a olhar para nós e quando estava ao nosso lado, deu um puta berro do nada! Eu e o segurança demos um “pulinho” fingindo que não nos tinha assustado. A verdade é que depois disso, comecei a ficar preocupado com o resto da noite. Voltei ao lugar, paguei os 8$… minhas amigas começaram a intervir e falar para não pagar, eu disse que seria melhor. No mesmo instante, pedi para falar como gerente do lugar, expliquei a situação, e disse que apesar de estar certo, pagaria por ficar com minhas amigas. Disse que educação é importante em qualquer lugar, não importa se é um fim de semana ou se seu cachorro morreu…é preciso ser profissional e respeitoso!

Visivelmente o garçon ficou irritado e passou o resto da noite passando por mim lentamente. Depois de beber um pouco, comecei a achar graça… ele queria encrenca, mas a situação foi tão surreal e a atitude do garçon tão patética que não podia me conter.

A noite acabou bem e sobrevivi!!

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Sobre Albert Takahashi
Brazilian-Japanese, gratuated in advertising, home-broker, traveler, experiencialist, blogger, tweeter guy, youtuber, digital influencer, living/studying French in Montréal currently, analysing the human behaviour and its interaction with the social media.

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