Físicos de partículas querem novo colisor ainda maior que LHC (Via FSP)

 

Cientistas responsáveis pelo Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), o maior acelerador de partículas do mundo, pretendem construir uma máquina ainda maior com dinheiro e parcerias de instituições de todo o mundo.

Em vez de acelerar partículas em anéis gigantes, como os colisores existentes na Suíça (LHC) e nos EUA (Tevatron em Chicago), os cientistas agora querem uma máquina que irá acelerar as partículas em linha reta.

O novo acelerador poderia ser construído no Japão, Rússia, EUA ou Suíça. Países como China, Índia e Canadá também estariam associados.

A proposta foi divulgada por Rolf Heuer, chefe do Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, na sigla em francês), instituição responsável pelo LHC, durante um encontro de mais mil físicos reunidos em Paris.

No encontro, que vai até o dia 28 de julho, estão sendo apresentados os últimos resultados obtidos no acelerador europeu.

Segundo Heuer, é importante comparar os resultados dos dois tipos de colisores – circular e linear – para permitir novos avanços na área.

Em vez prótons, o novo colisor linear impulsionaria elétrons e pósitrons (o equivalente do elétron com carga positiva).

BIG BANG

Os cientistas no LHC estão tentando simular momentos após o Big Bang, cerca de 14 bilhões de anos atrás. Esse tipo de simulação, no entanto, requer altos níveis de energia, obtidas apenas com máquinas enormes e caríssimas.

O LHC custou US$ 10 bilhões. Um dos colisores lineares planejados, que envolve a construção de um túnel de 50 quilômetros, custaria US$ 12,8 bilhões.

O aparelho foi inaugurado em setembro de 2008, mas dias depois foi desligado devido a problemas de superaquecimento. Os reparos custaram US$ 40 milhões. Desde o conserto, a máquina começou a gerar bons resultados.

Em março, os cientistas fizeram com que prótons colidissem produzindo uma energia de 7 trilhões de elétron-volts. Até agora, o colisor conseguiu reproduzir partículas que já se sabiam existirem. Isso é importante porque valida resultados obtidos em outros aceleradores e mostra que o LHC está funcionando.

O próximo passo é descobrir novas partículas, incluindo o bóson de Higgs – a partícula que explicaria a natureza da massa.

Fonte: Folha de São Paulo

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