O modelo educacional nos transforma em robôs

 

O modelo citado faz parte do processo. O foco do texto será ele, pois acredito que seja a principal ferramenta que torna o ser humano descartável.

Que sistema é esse que cria empregados em vez de empreendedores? Ok Ok, o velho discurso é manjado… ‘a culpa é do capitalismo!’, ‘as pessoas querem que você seja empregado’, ‘a sociedade está errada e ela guia o caminho de todos’, ‘As pessoas são alienadas’, etc.

Mas estar manjado ou banalizado, não necessariamente, significa estar errado. Gosto de pensar na esfera das possibilidades. Não estou dizendo que as pessoas devam abdicar de uma educação formal completa e virar viajantes sem-teto, não é isso! Minha crítica aqui é quanto ao modelo educacional.

Se você perguntasse para os 100 CEOs de maior prestígio da atualidade sobre a ‘teoria das malhas’ (física), os componentes da tabela periódica (química) ou sobre o papel das mitocôndrias, a maioria, acredito, não saberia como responder. É compreensível, visto que as perguntas são de áreas específicas. Também não estou dizendo que são irrelevantes, pois não são. Afinal, se as pessoas não conseguem se decidir entre o que fazer nem quando terminam uma graduação, imagine impor tal escolha na infância ou adolescência, fases nas quais os jovens são 100% imediatistas. É preciso sim aprender o básico de tudo, pois facilita o processo de escolha na hora de identificar algo que se enquadra melhor ao perfil de cada um. Mas é necessário expandir o leque de possibilidades!

Minhas questões e soluções se encontram exatamente aqui: ‘aprender o básico de tudo’. As instituições apresentam todas as opções para decidirmos o que fazer no futuro? Elas nos preparam para viver e enfrentar a ‘selva’? Seremos bem sucedidos se seguirmos os caminhos trilhados pela maioria? Estudar é o único caminho para ser bem sucedido? As respostas respectivas são: NÃO. NÃO. TALVEZ. NÃO.

O processo de educação formal molda as crianças para que elas sejam bons empregados, mas hoje é sabido que não basta a melhor educação para ter uma carreira promissora. Há um conjunto de fatores que devem ser levados em conta como: uma educação formal de qualidade, inteligência, sagacidade, pró-atividade, disciplina, networking e sorte (esse é o ‘pacote básico’).

Se perguntarmos aos mesmos 100 CEOs citados acima em qual instituição eles aprenderam as disciplinas e ‘manhas’ para alcançar o sucesso, o que responderiam? A resposta seria algo do tipo: ‘Nenhuma, foi o dom, o perfil, tino, levar o jeito para negócios’ ou ‘Não é algo que se aprende’.

Isso quer dizer que se a pessoa nasce sem esse dom, ela nunca chegará aos patamares mais altos de uma empresa?

Depende. Se você tiver o dom + ‘o pacote básico’, as chances são bem maiores, pois já nasceu com espírito empreendedor. Se você não tem esse dom, mas tem o ‘pacote básico’, você será um bom profissional como 90% da população. É a seleção natural.

Conclusão: ser um bom profissional não é difícil. A base da pirâmide sempre será maior, ou seja, um punhado chegará ao nível de CEO ou diretor.

Qual o ponto então? Se você diz que a base será sempre maior, por que argumentar? Porque as possibilidades são infinitas. Você não precisa trabalhar em uma empresa para ganhar dinheiro e, isso, ninguém te diz quando criança. Já ouviram falar de Michael Klein? Silvio Santos? Ray Kroc? Hoje eles são considerados grandes empreendedores, mas nem sempre foi assim. Não é preciso ser um Einstein ou um Beethoven para ser muito bem sucedido. As pessoas só precisam das ferramentas certas e de uma mente mais aberta para aumentar as chances. Mas para abrir a mente, é preciso instruir e mostrar todos os caminhos desde a infância.
É preciso criar novas disciplinas nas escolas. O que quero dizer é: por que as escolas não dão aulas de educação financeira? Não seria importante ensinar a criança a administrar o dinheiro e as formas de rentabilidade existentes? Por que as escolas não dão aulas de empreendedorismo? Não seria interessante ‘forçar’ a criatividade e o pensamento estratégico para solucionar problemas ou ensinar como abrir e gerenciar o próprio negócio? Não é sobre a vida, o futuro, a felicidade que estamos falando indiretamente?

Há muito mais alternativas. As que vou citar, podem parecer ridículas, mas não deixam de ser opções. Jogar na mega-sena – não é profissão, mas sempre haverá vencedor. Jogar poker – profissão em ascendência e nova, porém, vista com ‘maus olhos’. Nesse caso, se trata de um tabu, um preconceito como foi o sexo e a tatuagem há 80 anos.

O mundo é dinâmico, os empreendedores estão surgindo e se multiplicando, novos negócios surgindo a todo instante, a mentalidade está mudando. Então porque temos que esperar? Não faz sentido acomodar-se e seguir cegamente modelos que foram impostos, pois é questão de tempo para tudo mudar radicalmente. Quem sabe se, criando um ambiente mais ‘mente-aberta’, não surjam mais Einsteins e outros gênios? E quantos gênios deixarão de ser mortos simplesmente por serem inibidos pelo sistema?

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Sobre Albert Takahashi
Brazilian-Japanese, gratuated in advertising, home-broker, traveler, experiencialist, blogger, tweeter guy, youtuber, digital influencer, living/studying French in Montréal currently, analysing the human behaviour and its interaction with the social media.

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