Resquícios da Copa: Jorginho ‘queimado’ e Dunga fala em continuar

Após a derrota do Brasil me deparo com duas notícias incríveis.

– Jorginho e sua falta de critérios;
– Dunga falará com Ricardo Teixeira sobre sua permanência no comando da seleção;

Falta de vergonha na cara!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Notícias da Folha de São Paulo:

1. Jorginho sai queimado da seleção brasileira

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

Esse foi o sentimento de alguns jogadores da seleção com relação ao auxiliar técnico Jorginho. Braço direito de Dunga na seleção brasileira, ele pregou durante o Mundial que a equipe deveria ficar isolada dentro de um hotel em um condomínio sofisticado de Johannesburgo.

Ele também decidiu pelo fim das folgas para os jogadores durante a Copa-2010. Com Dunga, forjou no grupo que os parentes dos atletas deveriam ficar no Brasil para evitar que o time “perdesse o foco” no torneio.

Alegavam que os jogadores poderiam se desconcentrar do Mundial com os familiares na principal metrópole da África do Sul, cidade com índices de violência superior aos piores vistos no Brasil.

Apesar do discurso de reclusão, Jorginho fez o contrário. Desde o primeiro dia da Copa sul-africana, sua mulher e seus filhos estavam em Johannesburgo. O fato só foi descoberto mais tarde pelos jogadores, que se sentiram traídos pelo auxiliar técnico.
A partir daí, Jorginho foi perdendo o poder no grupo.

O ex-lateral direito, campeão mundial em 1994, também desagradou aos dirigentes. Ele era um dos líderes da ala religiosa da seleção. Jorginho aparelhou a delegação brasileira de evangélicos.

Ele foi o responsável pela contratação de Marcelo Cabo para ser “espião” de Dunga no Mundial. Desconhecido no futebol, Cabo dividia com Taffarel, escolhido por Dunga, a função de observar os rivais do time nacional.

Amigo de Jorginho de igreja, ele só trabalhou em clubes pequenos do futebol, como o Bonsucesso, o Bangu e o desconhecido Atlético de Tubarão (SC). O ponto alto da carreira dele foi ter sido auxiliar técnico de Marcelo Paquetá na seleção da Arábia Saudita, em 2002. No Oriente Médio, treinou times locais.

Jorginho influiu até na escolha dos seguranças da seleção. Um deles foi colocado no posto por ser evangélico.

O auxiliar técnico de Dunga comandava também na seleção as sessões de oração. Um pastor frequentava a concentração para rezar com os jogadores. Lúcio, Josué, Felipe Melo e Luisão eram os atletas mais participativos.

Frequentador da Igreja Congregacional da Barra da Tijuca, Jorginho participa dos cultos quando está no Rio e habitualmente confunde futebol com religião.

No início da carreira como treinador, tentou trocar a mascote do América carioca em 2005. O símbolo do clube é um diabo. Segundo Jorginho, a mascote era uma das responsáveis pela má fase do time –o último título estadual do América foi em 1960.

Ele queria substituir o diabo por uma fênix. A proposta, no entanto, acabou recusada por dirigentes e torcedores do clube.

Fonte: Folha de SP – 04-07-2010

2. Dunga desembarca no Sul sob aplausos e já fala em continuar

Quase dez horas após a chegada da delegação brasileira no Rio de Janeiro, o técnico Dunga finalmente desembarcou em Porto Alegre, por volta das 11h30, após a eliminação da seleção na Copa da África do Sul. Acompanhado do preparador físico Paulo Paixão, o comandante brasileiro chegou a ser aplaudido por alguns torcedores.

O voo atrasou em razão do fechamento do terminal gaúcho nesta manhã. Ele veio em um avião fretado em Florianópolis (SC).

O treinador gaúcho pisou na sua terra natal após uma maratona de viagens que começou no sábado e passou por Port Elizabeth, Johannesburgo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. E, logo no seu desembarque, Dunga não descartou a possibilidade de seguir no comando do time nacional.

“Agora vou descansar e daqui a uma ou duas semanas, vou encontrar o presidente [da CBF, Ricardo Teixeira] para falar sobre isso [sua permanência]. O meu projeto era de quatro anos e agora vai depender do que ele conversar comigo”, afirmou.

Dunga, apesar de acusar a dor que ficou pela eliminação da Copa, negou que tenha ficado alguma mágoa neste período à frente da seleção e preferiu destacar o carinho que recebeu na sua volta ao Brasil.

“A sensação é que ficou um pedação de nós na África do Sul. Depois de quatro anos de trabalho, perdemos apenas seis partidas. Na hora que a equipe estava se acertando houve essa fatalidade. Mas, o principal, é que o povo está satisfeito porque viu que os jogadores estavam comprometidos. Não houve polêmica nem atritos entre eles”, apontou.

“Não fico com mágoas. Temos que saber perder. A manisfestação da população demonstrou que o nosso trabalho foi bem visto. Tínhamos esse projeto de resgatar esse amor em relação à seleção. O povo viu um time que se parece com ele: trabalhador. Deixamos como lição para 2014 a postura que uma seleção tem de ter em uma Copa”, completou o treinador, referindo-se ao próximo Mundial, que será realizado no Brasil.

Fonte: Folha de SP – 04-07-2010

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Sobre Albert Takahashi
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