Super-heróis de verdade estão surgindo no mundo

Li uma reportagem muito interessante que falava sobre super-heróis. Mas não estou falando sobre super-heróis consagrados nas HQs como o Batman ou o Homem-Aranha… Estou falando de pessoas pelo mundo que se vestem com fantasias, inventam um nome e saem ‘enfrentando o mal’ – no caso deles, combater o mal significa impedir que pessoas façam mal a alguém ou simplesmente fazer o bem, como juntar brinquedos e doar para entidades que cuidam de crianças, por exemplo.

Existe uma americana que se entitula “Terrifica”, ela levou um fora de um namorado e desde então veste um uniforme vermelho com capa e viseira prateada, além de andar com um cinto de utilidades com preservativos e chocolates. Sua missão é sair pelas baladas e encontrar e dar suporte para mulheres que tenham bebido demais e estão sujeitas a homens que queiram se aproveitar da situação.

Além dela, há pessoas como vigilantes e pessoas que sofreram financeiramente com a crise começada em 2007 que foram para o lado do bem. “O Olho” tem uma bengala-câmera e, juntamente com a esposa “Lady Mistério” buscam pessoas que estejam fazendo algo suspeito; SuperBarrio Gòmez, entre outros.

Nesse cenário de super-heróis, no entanto, é preciso que hajam super-vilões. Podem ser citados então o “Fantástico”, arqui-inimigo da “Terrifica”, que auxilia os rapazes que querem aproveitar o fato de as ‘minas’ estarem embriagadas. Destaque para o “Masturbador Negro” e o “Horizonte Negro”, este último tem por maldade uma intenção: “Gosto de ver adultos e crianças sofrer”.

Enquanto lia a matéria, começava a rir e pensava como alguém poderia ter coragem de se sujeitar a isso. Então pensei naquela frase do discurso de Martin Luther King: “O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”.

Obviamente, não é preciso sair mascarado para fazer o bem. No entanto, quantas vezes não fechamos os olhos por comodismo e, usamos o governo e a corrupção como motivo para não fazermos nossa parte? Tais pessoas fantasiadas, mesmo que seja ridículo visualmente, estão ao menos fazendo o bem e as roupas e pseudônimos são apenas símbolos, mas que podem ser um fator decisivo para atingir um objetivo maior… abrir os olhos das pessoas e mostrar que todos podem ajudar um pouco mais.

Isso me fez lembrar quando um amigo me disse uma vez que eu era um hipócrita por comprar o ‘Nº 1’ no McDia Feliz. Ele disse: “Você sabia que esses hambúrgueres dão câncer? Por que você vai comprar esse hambúrguer e alimentar essa indústria?”. Meus motivos foram os mesmos que usaria se acontecesse hoje:

1º Livre arbítrio: eu gosto de comer no McDonald’s e sei que não é saudável, mas o produto está disponível e se me der vontade e eu tiver dinheiro, por que não?

2º Supondo que os lanches sejam cancerígenos. Bom, pelo menos o dinheiro todo (milhões de reais) será doado para uma Instituição de apoio a pessoas com câncer. Se você é rico e moralista demais para entender que o mais importante é o resultado, então talvez você consiga doar a mesma quantidade de dinheiro para uma entidade social anualmente. Nesse caso, você pode julgar, caso contrário, não compre o lanche, mas não fale bullshit.

Voltando ao assunto… como eu disse a fantasia é apenas um símbolo para mostrar que chegamos a tal ponto de comodismo que, a única forma de fazer o bem, é colocar uma fantasia. O engraçado é que a única coisa necessária para fazer o mínimo, é boa vontade e disposição. Vendo por esse lado dos objetivos de fazer o bem, o fato de usarem fantasias ou querer aparecer se torna secundário, pois o que importa é o resultado.

Curiosidade: para ver o site de registros dos super-heróis entre em Super Hero Registry: http://www.worldsuperheroregistry.com/world_superhero_registry_gallery.htm

Constam mais de 300, atualmente, no mundo. Nenhum brasileiro até o momento.

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Sobre Albert Takahashi
Brazilian-Japanese, gratuated in advertising, home-broker, traveler, experiencialist, blogger, tweeter guy, youtuber, digital influencer, living/studying French in Montréal currently, analysing the human behaviour and its interaction with the social media.

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